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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

JOCKEY CLUB DE CAMPOS (HIPÓDROMO LINNEO DE PAULA MACHADO) - PARTE 2

Jockey Club de Campos
Hipódromo Linneo de Paula Machado
Campos dos Goytacazes - RJ

Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, pesquisa o Hipódromo Linneo de Paula Machado.

           
            No intuito de resgatar e preservar a memória campista, o Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, através da bolsista Alba Vieira e do pesquisador Cristiano Pluhar, pesquisa atualmente, a bela História do Hipódromo Linneo de Paula Machado.
            Em Maio do presente ano, após leilão federal, amplamente divulgado pela imprensa local, a sede social e o Hipódromo Linneo de Paula Machado foram adquiridos por empresários do setor imobiliário.
            O projeto trata, inicialmente, da importância do cavalo à cultura e economia local, mencionado documentalmente pela primeira vez no ano de 1545, em carta de Pero de Góis da Silveira, Donatário da Capitania de São Thomé, passando pelos Sete Capitães, as Cavalhadas, Manoel Martinz do Couto Reys, na figura de Benta Pereira, adentrando o século XIX, onde inicia o processo de criação de diversos prados até o século XX onde, no ano de 1938, a ideia da criação de um Hipódromo se oficializa, tendo sede estabelecida em 1957.
            A lida valorizará a metodologia da História Oral, dando vozes aos integrantes que participaram da vida do Hipódromo. Apostadores, criadores de cavalos e antigos trabalhadores, inclusive jockeys, integram o trabalho que, em 2012, comporá um livro.

                                                                                                          Cristiano Pluhar


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sábado, 26 de novembro de 2011

ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL WALDIR PINTO DE CARVALHO - CAMPOS DOS GOYTACAZES (RJ)


     Aos vinte e quatro de novembro de 2011, visitando o Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho (Campos dos Goytacazes - RJ), obtive as fotos postadas no blog, além de um "tour" pelas dependências do Solar do Colégio, proporcionado pela funcionária Gabriela Cruz Pimentel, que simpaticamente me explicou a história da propriedade ao longo dos tempos, até chegar a sua função no dia de hoje, cujo trabalho de grande seriedade, exige uma grande disposição e consciência histórica, no trato com peças e documentos muito antigos que exigem manutenção e reparos especialíssimos.
     Para tanto, é realizado todo um processo manual e com máquinas específicas, que requerem destreza, paciência e amor pela arte de preservação de um acervo importantíssimo para consulta e acesso ao público, estudantes, historiadores e a sociedade em geral.
     As dependências são amplas, bem arejadas, mostrando aqui e ali, traços da arquitetura da época que puderam ser preservados e que não foram vandalizados durante o tempo em que o Solar ficou abandonado.
     Uma visita se torna imperativa a todos que  querem conhecer melhor a história de nossa Campos dos Goytacazes, sem falar, na paz que os transmite a propriedade em si, em meio ao silêncio e a natureza ao redor, agora, aos cuidados de pessoas zelosas e atentas às sua necessidades.


Arquivo Público Municipal Waldir Pinto De Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(25/10/2011)

     O Arquivo Público Municipal de Campos dos Goytacazes, foi criado pela Lei nº 7060 de 18 de maio de 2001 e inaugurado em 28 de março de 2002, a partir de projeto elaborado pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENF, com a supervisão do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro - APERJ e o apoio da FENORTE.
     Está subordinado à Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, órgão da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes.
     Tem por objetivo prestar serviços ao poder público e à comunidade. Busca evitar a destruição indiscriminada ou o acúmulo desordenado e impreciso dos documentos do município, fornecendo subsídios para o processo político decisório, provas de direitos e informações aos cidadãos. Favorece, portanto a transparência administrativa da documentação.
     Constitui ainda lugar de memória da região, guardando documentos de comprovado valor histórico, cuja preservação e garantia de acesso é fundamental para construção da História em nosso país.

O Arquivo Municipal tem como endereço:
Solar do Colégio
Estrada Sérgio Viana Barroso nº 3060
Goytacazes - CEP 28110-000
Campos dos Goytacazes - RJ

Telefone: (22) 27339999
www.arquivodecampos.org.br
arquivodecampos@arquivodecampos.org.br


Solar do Colégio
Arquivo Público Municipal de Campos dos Goytacazes - RJ
(Vídeo: http://www.museusdorio.com.br)

  O SOLAR

Solar do Colégio
Campos dos Goytacazes - RJ
(Foto: Carlos Alves)
 
 Solar do Colégio
Campos dos Goytacazes - RJ

 Solar do Colégio
Campos dos Goytacazes - RJ

Solar do Colégio
Campos dos Goytacazes - RJ

Arquivo Público Municipal Waldir Pinto De Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(25/10/2011)

Arquivo Público Municipal Waldir Pinto De Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(25/10/2011)

Arquivo Público Municipal Waldir Pinto De Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(25/10/2011)

Arquivo Público Municipal Waldir Pinto De Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)

Arquivo Público Municipal Waldir Pinto De Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)

 Solar do Colégio
Campos dos Goytacazes - RJ

Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)

Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)

Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)


A CAPELA E AS RELÍQUIAS 



 Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)

 Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)

 Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)

 Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)

 Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)


A RESTAURAÇÃO

 Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)

 Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)

 Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)

 Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)
 
 Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)

 Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho
Solar do Colégio - Campos dos Goytacazes - RJ
(24/11/2011)

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

EXPOSIÇÃO LICEU DE HUMANIDADES DE CAMPOS - 1880/2011


PATRIMÔNIO ESCOLAR - PATRIMÔNIO DA CIDADE
Exposição Liceu de Humanidades de Campos (1880-2011)

     Nesses 131 anos diretores, professores, alunos e funcionários foram construindo uma história que ficou retratada nos muros, nas paredes internas, em documentos escolares, em fotografias.
     Parte dessa história começa a ser contada com esta Pré-Exposição.

    O período de duração desta exposição, é de uma semana.

    (Texto e foto: Michele Gama (  Solar do Liceu de Humanidades de Campos - Facebook )


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sábado, 5 de novembro de 2011

ÍNDIO GOITACÁ - CAMPOS DOS GOYTACAZES (RJ)

Índio Goitacá
(Ilustração: livro Capitães do Brasil, de Eduardo Bueno, Rio de Janeiro, Objetiva:2006, 2a edição)


Quem eram os Goitacazes?

     Os Goitacazes formaram um grupo indígena, hoje extinto, que habitava no século XVI a região costeira entre o rio São Mateus, no Espírito Santo e a foz do rio Paraíba, no Rio de Janeiro.   ”Goitacaz“ quer dizer corredor, nadador ou caranguejo grande comedor de gentes.  Fisicamente possuíam pele mais clara; eram mais altos e robustos que os demais índios do litoral. Considerados muito perigosos entre outras características, por sua extraordinária força.

     Aqui estão essas passagens, encontradas no livro Capitães do Brasil, de Eduardo Bueno, páginas 106 e 107:

     De acordo com o relato de frei Vicente do Salvador (1564-1639), os Goitacazes mais pareciam ” homens anfíbios do que terrestres”, que nenhum branco era capaz de capturar, pois “ao se verem acossados, metem-se dentro das lagoas, onde ninguém os alcança, seja a pé, de barco ou a cavalo. “  Ainda conforme frei Vicente, os Goitacazes eram capazes de capturar peixes ” a braço, mesmo que sejam tubarões, para os quais levam um pau que lhes metem na boca aberta, que não a pode cerrar com o pau; com a outra mão lhe tiram por ela as entranhas, e com elas a vida, e o levam para terra, não tanto para os comerem, como para dos dentes fazerem as pontas de suas flechas, que são peçonhentas e mortíferas”.
     Se não comiam tubarões, os Goitacazes eram, segundo o francês Jean de Léry (1534-1611),  ”grandes apreciadores da carne humana que comem por mantimento e não por vingança  ou pela antiguidade de seus ódios”.  Para Léry, a tribo deveria ser considerada a mais bárbara, cruel e indomável das Nações do Novo Mundo: selvagens, estranhos e ferozes, que não só "não conseguem viver em paz entre si, como mantêm guerra permanente contra seus vizinhos e contra estrangeiros".
     Embora rival de Léry, o cosmógrafo André Thevet ( 1502-1592) confirma o relato de seu desafeto.  Thevet afirmou que, após capturar um inimigo, os Goitacazes “imediatamente trucidam e o comem seus pedaços quase crus, como fazem com outras carnes”.

     (Postado por http://peregrinacultural.wordpress.com/ em 15/05/2009)


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O ÍNDIO E A ESTÁTUA

     Fico aqui, de novo, pensando com os meus botões...
     Desta vez, imaginando, qual seria a reação que teria um guerreiro da tribo goitacá, se pudesse viajar no tempo e ver a "homenagem" que nossas autoridades andaram prestando a ele. Tenho certeza de que não ficaria feliz com isso. E de acordo com a personalidade deste guerreiro, provavelmente, ia botar para correr da cidade muita gente.

     Campos "dos Goytacazes", uma estátua, história... Até que a intenção, sem dúvida alguma foi muito boa. O local escolhido também, bem adequado. Parabéns pela iniciativa.
     Agora sim, Campos teria parte de sua história sendo mostrada para todos que por aqui passassem.
     E assim foi feito.

(Foto: Angelo Carlos Ronchi/Panoramio)

Avenida Nilo Peçanha
Campos dos Goytacazes - RJ
(Foto: WallyP - http://www.skyscrapercity.com/ em 02/05/2005)


(Foto: Edson Wander em 2009)

     Erguida, onde hoje, considera-se como a entrada da cidade de Campos dos Goytacazes, a estátua tem o nome de seu criador (artista plástico), desconhecido.
     Infelizmente, mais uma vez, o descaso de nossas autoridades, para com nossa história, com nosso patrimônio, se manifestou nesta estátua. O dinheiro público, que foi investido, se perdeu.
     Com problemas em sua estrutura, já que o material utilizado não correspondeu, a estátua do Índio Goitacá, depois de algumas tentivas para mantê-la erguida, foi retirada em 2006 pelo então prefeito em exercício, Roberto Henriques, explicando que o índio poderia cair a qualquer momento.


CAI O ÍNDIO GOITACÁ

Cai o Índio Goitacá
(Foto: Alexandre Bastos - http://www.fmanha.com.br/)


     A estátua do índio Goytacá, retirada da entrada da Cidade, está esquecida em um canto do Arquivo Municipal de Campos. Lá, ela sofre o desgaste causado pelo tempo, enquanto poderia estar em alguma praça de nossa Cidade. O Instituto Historiar torce para que alguma providência seja tomada, para que não tenhamos de ver o dinheiro público, que foi investido na construção dessa estátua, perdido no tempo e na memória do povo campista.
     (Texto:
http://institutohistoriar.blogspot.com/2008/08/descaso.html)


Estátua do Índio Goitacá
Arquivo Municipal de Campos


Estátua do Índio Goitacá
Arquivo Municipal de Campos

Estátua do Índio Goitacá
Arquivo Municipal de Campos



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OPINIÃO do CAMPOS DOS GOYTACAZES EM FOTOS:

     É muito triste sempre ver os exemplos dos descasos praticados, mas pelo menos acertaram com o lugar para jogar a estátua, no Arquivo Municipal de Campos. Enquanto estiver por lá, mesmo se deteriorando, continuará sendo história...



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terça-feira, 1 de novembro de 2011

LICEU - RIQUEZA HISTÓRICA DESPROTEGIDA - Parte 3

Liceu de Humanidades
Praça Barão do Rio Branco
Campos dos Goytacazes - RJ



    MAIS uma tentativa na LUTA por reformas urgentes no Solar LICEU DE HUMANIDADES DE CAMPOS. Caso deseje, preencha o formulário e o poste nos Correios, no endereço que segue abaixo do documento.




À DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


    
     O(a) signatário(a) do presente documento, _____________________________________________________, natural_______________________________________, residente ______________________________________________________, solicita a essa digna Defensoria creditar seu expresso apoio à propositura de determinação de obras urgentes de restauração do prédio histórico do Liceu de Humanidades de Campos, instituição de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro, que em 22 de novembro de 2011 completa ou completou, respectivamente, 131 (cento trinta e um) anos de criação e 127 (cento vinte e sete) de ininterrupto funcionamento. Isso faz o(a) apelante, haja vista evidente e intolerável estado de degradação em que se encontra o referido prédio, que é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).


Em ___de ___________de 2011,



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CPF ou RG da Identidade







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     Você pode baixar, imprimir e enviar pelo correio este formulário.
Baixe aqui:

Endereço:
Liceu de Humanidades de Campos
Praça Barão do Rio Branco nº 15
Centro
Campos dos Goytacazes - RJ
CEP - 28035-220

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

PATRIMÔNIO HISTÓRICO



     Segundo o dicionário patrimônio quer dizer conjunto de bens culturais ou naturais que importa conservar. Repetindo, que importa conservar. Grifando, que importa conservar. Questionando, que importa conservar?  Como? Quando? De que forma?
     O grifo, a indagação é do Liceu de Humanidades de Campos, do Asilo do Carmo, da Lira de Apolo e de tantos outros prédios que gritam, imploram pela sua vida, porque estão doentes,  morrendo aos poucos, lentamente... E nada é feito... E o tempo passa... E a morte é certa.
     Há anos fiquei estarrecida com as ruínas do Asilo Nossa Senhora do Carmo e emprestei a minha voz  a ele, fazendo uma súplica, através de um poema.


SÚPLICA

Já não suporto as dores
    dos meus pedaços tirados!
  Já não agüento o descaso
          com o meu corpo tão cansado!
     Sou um prédio com esteios,
interditado, tombado...

Tenho a vida ameaçada!
Eu não quero ter escoras.
Eu quero viver de pé,
seguindo com a minha história,
não de saudade das glórias,
de um tempo que já se foi.

Sou, historicamente,
mais um casarão “tombado”...
Por que tornaram-me assim,
se não há conservação,
se ninguém cuida de mim?
Para que ter minha guarda
se negam-me proteção?

O meu grito é sufocado
com o silêncio das paredes.
Quero viver atuante,
continuando a abrigar
vidas que como eu
tem histórias pra contar!
Sou o Asilo do Carmo,
que suplica, chora e grita:
      Sou um patrimônio de Campos,
de Campos dos Goytacazes!

                          Heloisa Crespo
(*) Versos inspirados na foto do Asilo do Carmo, no jornal Monitor  Campista, de 17/09/2003. 


Asilo Nossa Senhora do Camo
Campos dos Goytacazes - RJ
(20/03/2011)

     Há oito anos o Asilo do Carmo clamou, reclamou, protestou, chamou aos gritos os responsáveis pelo seu estado precário, através dos meus versos. O que foi feito? Mais escoras foram colocadas! Mas ele diz, quase aos berros,  que não quer ter escoras. Ele quer viver de pé. E assim é o Liceu, a Lira e outros e mais outros... 

     Nomeie os outros quem puder!



Heloisa Crespo
17/08/2011
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LICEU - RIQUEZA HISTÓRICA DESPROTEGIDA - Parte 2



Liceu de Humanidades de Campos
(Praça Barão do Rio Branco)
Campos dos Goytacazes - RJ


     Me parece que após as inúmeras reclamações, e a indignação total dos campistas, com o descaso de nossas autoridades para com o Liceu de Humanidades de Campos, a sua recuperação já está sendo planejada.
     Reportagem sobre esta recuperação, foi postada no http://in360.globo.com/. Assista ao vídeo do jornal  RJ INTER TV de 25/10/2011, veinculado nesta reportagem.


Esta reforma já tem data: 2012.
O Barão do Rio Branco agradece.
Vamos aguardar e torcer para que nada mais caia até lá.

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domingo, 23 de outubro de 2011

LUIZZ (MR. BLUESMAN) RIBEIRO - BANDA LÚCIA E AVYADORES DO BRAZYL

Luizz (Mr. Bluesman) Ribeiro

   Hoje (23/10/2011) faz um ano que o meu grande amigo Luizz Ribeiro, prematuramente, faleceu.
   Ele gostava de assinar LUIZZ; adicionou mais um "Z" em seu nome artístico, mas eu o chamava de Luiz Negão.
   E era assim que eu o chamava desde o final dos anos 60, quando a música fez com que o conhecesse. E o motivo maior não poderia ser outro: The Beatles.
   Certo dia, um amigo em comum me disse o seguinte: "bicho, eu conheço um negão com pinta de americano que gosta dos Beatles como você; o cara saca tudo de rock'n roll. Por que você não troca umas idéias com ele?"
   E assim o fiz.
   Foram mais de quarenta anos de amizade.




   Quando o conheci, Luizz não sabia tocar nenhum instrumento completamente, mas a sua criatividade superava isso; utilizava uma única corda do violão na criação das músicas. E foi assim que compomos algumas músicas, inspirados nos Beatles e nos Rolling Stones.
   Autodidata, rápidamente dominou o violão, e daí em em diante, não parou mais.
   Criamos então, em 1971, com o Wellington e o Chico Olyntho, a Banda Lúcia, que foi a primeira banda de rock'n roll de Campos. Com o show denominado TUDO BEM, nos apresentamos no palco do CENSA, tocando só composições próprias.

Banda Lúcia (1971)

     Grupo Lúcia, integrado por Luís Ribeiro Filho (guitarrista), Chico Olyntho (teclado), Wellington Chaves (baixo) e João Pimentel (bateria) que hoje estréia o show "Tudo Bem" na base do rock, no auditório fo Auxiliadora, 8 e meia da noite.
     (Texto: jornal A Notícia - 1971)

     A foto acima, foi batida no atual Balneário de Atafona (São João da Barra). Nesta época estava abandonado, em ruínas. Também não existia a estrada Atafona - Grussaí no litoral.
   Com as necessidades profissionais e pessoais dos componentes interferindo, a banda, após algumas apresentações, se desfez.




 Banda Lúcia
( Tênis Clube de Campos - Dezembro de 1975)

"EU QUERO VER VOCÊ PISAR NA GRAMA"
     O "Lúcia" deu mais um concerto de Rock no dia cinco passado, no Tênis Clube de Campos; dentre o conteúdo apresentado destacamos uma música que leva o título acima, de Luiz Ribeiro Filho.
     (Texto: Artur Gomes - Jornal de Campos - Dezembro de 1975)

Banda Lúcia
(Tênis Clube de Campos - Dezembro de 1975)

 Banda Lúcia
(Tênis Clube de Campos - Dezembro 1975)


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AVYADORES DO BRAZYL



   Com o fim da Banda Lúcia, Luizz não se abateu e criou a banda Avyadores do Brazyl. Com ela o Mr. Bluesman, seguiu vivendo, sempre alegre, na sua extrema simplicidade e amigos de todos que tiveram a sorte de fazer parte de seu círculo de amizade.
   Os Avyadores teve várias formações, sempre contando com grandes músicos de Campos, inclusive este blogueiro, se me permitem assim dizer.
   Passei a chamá-lo de Mr. Bluesman, já que a sua carreira tinha finalmente encontrado o caminho..., a sua paixão pelo rhythm n' blues.


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Deixo aqui com vocês, o primeiro disco do Luizz.

AVYADORES DO BRAZYL - QUALQUER PRAZER


Avyadores do Brazyl
Luizz Ribeiro - vocal, guitarras, violão, percussão e contrabaixo
Sérvulo Sotto - contrabaixo
Nelson Meméia - bateria

Músicos convidados :
Ângelo Nani - gaita
Dom Américo - vocal
Jaboty - percussão
Lukas Cebola - percussão
Rafael Cerqueira - sax
Rogério Godoy - teclados

Somos imensamente agradecidos a :
João Pimentel,
Paulo André Barbosa,
Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima,
Daniel Lessa, Henrique Rasta Guimarães,
Tv Norte Fluminense,
Fundação Rural de Campos,
Cicinho Freixo, TV Planície e Sônia Martins.

Gravado no Estúdio Sonarte entre 1993/1994
Mixagem : Mário Kanino & Victor
Produzido por Llombra Azul Produções Artísticas
Arranjos : Luizz Ribeiro & Avyadores do Brazyl
Capa : Estúdio 52
Foto : Gildo Peres (Dib's)


Músicas :
01 - Mata Concreta
02 - Cinco Horas Blues
03 - Fulô
04 - Reggae A Rigor
05 - Qualquer Prazer
06 - Fatalismo
07 - Terra De Ninguém
08 - Marca Registrada
09 - Q. Semana !
10 - Supermãe No Supermercado (Participação de Dom Américo no vocal)
11 - Palavras

Baixe Aqui :


Outros discos dos Avyadores do Brazyl, podem ser baixados aqui:


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Alguns momentos dos Avyadores em suas diversas formações.














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