sábado, 12 de abril de 2014

A PLANÍCIE GOITACÁ: EM FOTOS DE RODRIGO ANTÔNIO SANGIORGIO QUEIROZ

Fotos enviadas por RODRIGO ANTÔNIO SANGIORGIO QUEIROZ, que nos diz o seguinte:

   Olá, adorei o seu trabalho e fiquei até indignado com tanto descaso dos governantes para com os monumentos e construções históricas de nossa cidade; principalmente com a "destruição" da antiga Praça São Salvador, pois a reforma que fizeram nela não se parece nem um pouco com reforma e sim a criação uma grande chapa de assar hambúrguer, colocando todo aquele granito e tirando o verde que nela predominava. Estava passando por lá há alguns dias atrás, bem na hora do sol do meio dia, e a sensação que tive foi que estava sendo fritado numa frigideira. Eu nem imaginava que aquela praça era tão bonita antes da sua remodelação;  não cheguei a ver com meus olhos como era pois sou do E.S. e faz pouco tempo que moro aqui, mas já cheguei à conclusão que antes da sua remodelação, essa praça era bem mais frequentada, e, também fiquei muito triste em saber que onde se situava a Igreja N. S. Mãe dos Homens e a Santa Casa de Misericórdia tinham se transformado em um estacionamento e, sucessivamente, em um shopping. A Igreja deveria ter sido reformada e a Santa Casa transformada em um museu, melhor do que foi aberto ao lado da Praça, para poder assim ter algo para as próximas gerações poderem saber um pouco do passado de nossa cidade. Para falar a verdade, aquele shopping não tem nada a ver com o local onde ele foi construído .
     Minha colaboração com seu acervo de fotos se dará por fotos tiradas na data de 17/08/2011, de cima do silo de cimento da empresa em que trabalho onde se tem uma visão privilegiada dos  bairros adjacentes: Eldorado (Casas da Rosinha), Santa Rosa, Codin, Vila industrial, Aeroporto, Guarus, e ao fundo,  fotos dos prédios do centro da cidade e outros bairros .

                                                                                                 Atenciosamente,

                                                                                                 Rodrigo Antônio Sangiorgio Queiroz.













    CAMPOS DOS GOYTACAZES EM FOTOS, agradece a sua colaboração, Rodrigo Antônio Sangiorgio Queiroz. Fico feliz em saber que você também se preocupa com o Patrimônio Histórico da cidade. A cada dia mais, cidadãos se conscientizam da necessidade de preservá-lo. Isso é muito bom e gratificante.

    Obrigado, mais uma vez.


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sexta-feira, 28 de março de 2014

CAMPOS DOS GOYTACAZES (POEMA)


    Há 179 anos (28 de março de 1835), Campos dos Goytacazes foi elevada à categoria de cidade, e em comemoração desta data, o blog CAMPOS DOS GOYTACAZES EM FOTOS publica este belíssimo poema, cuja autoria é do amigo e colega liceísta Carlos Augusto Soares.


CAMPOS DOS GOYTACAZES

Campos dos Goytacazes, dos índios,
antigos homens tenazes.
De claras manhãs, canaviais.
De ventos fortes, canto de pardais.

Ainda ontem lhe conheci,
me apaixonei, em você cresci,
guarde para sempre meus sonhos de rapaz;
eu não lhe deixo, eu lhe corro atrás.

E quando essa vida terminar,
no seu solo, serei semente de volta ao lar,
com saudade do seu horizonte
como sede da água já bebida da fonte.

Carlos Augusto Soares


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domingo, 9 de março de 2014

O EXTINTO GINÁSIO SÃO SALVADOR

Ginásio São Salvador

   Desfile de Sete de Setembro de 1961, na Avenida XV de Novembro, quando a antiga Santa Casa ainda estava erguida.
(Foto: acervo de Antônio Carlos Ornellas Berriel)

   "Sete de Setembro de 1961. Nos postes e paredes, velhos cartazes da campanha presidencial Jânio/Jango. Jânio renunciara doze dias antes e o país estava conturbado. Jango assumiria a presidência no dia seguinte. Nós, garbosos alunos do Ginásio São Salvador, alheios às tramas políticas, em uniformes de gala homenageávamos a Pátria". (Antônio Carlos Ornellas Berriel)

   "Eu estava desfilando neste dia, no pelotão feminino do quarto ano ginasial. Era um uniforme lindo!" (Amarita Manhães)

O carneirinho do Ginásio São Salvador
(Foto: acervo de Antônio Carlos Ornellas Berriel)

"O carneirinho participava do desfile marchando garbosamente. Era muito bem penteado e branquinho como a neve". (Amarita Manhães)

Ginásio São Salvador
(Foto: acervo de Antônio Carlos Ornellas Berriel)


Ginásio São Salvador

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Este blogueiro diz:

   - Em 1973, a minha esposa termina o curso de Pedagogia, com especialização em Administração Escolar na FAFIC. No início de 1974, ela leva o currículo ao Ginásio São Salvador, mas infelizmente, logo após, o G. S. S. encerrou as suas atividades.
   O Ginásio foi demolido, e em seu local foi erguido o condomínio de apartamentos que o campista conhece como "Formosão".

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

CAMPOS DOS GOYTACAZES EM FOTOS ANTIGAS - PARTE 26

 Vista Aérea do Centro - Anos 50

Avenida Sete de Setembro

Avenida Sete de Setembro

Avenida XV de Novembro

A Ponte General Dutra e o Hospital Ferreira Machado - 1958


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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O CHAFARIZ BELGA - FONTE DE HISTÓRIA

Chafariz Belga
(Praça das Quatro Jornadas - Campos dos Goytacazes (RJ)

  Amigos, não poderia deixar de transcrever para este blog, a excelente matéria de Patrícia Bueno, sobre o Chafariz Belga, publicada no Jornal O Diário em 26 de dezembro de 2013.

FONTE DE HISTÓRIA


  "Em commemoração à descoberta da América, o Sr. Dr. Prefeito inaugurou hontem a fonte monumental offerecida ao municipio pela companhia Syndicate". Foi assim que, em 13 de outubro de 1906, o tradicional jornal Monitor Campista anunciou a inauguração do Chafariz Belga, às cinco e meia da tarde do dia 11 de outubro, em frente à antiga Santa Casa de Misericórdia.

  O relato histórico dá conta de um apresentação, em um coreto na praça, dos músicos da Sociedade Musical Lyra de Apollo, que executaram peças do seu caprichoso repertório, sobretudo o Hino Nacional. "Foi extraordinario o número de famílias percorrendo o novo jardim e examinando a fonte que é de belo efeito", diz o jornal.

  Se em 1906 os campistas ressaltavam o "belo efeito" da fonte - que é uma réplica de um dos 100 chafarizes que o descobridor da América, Cristóvão Colombo, mandou fabricar -, às vésperas de 2014, a história se repete. Na última segunda-feira, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, inaugurou a restauração do chafariz belga, que surpreendeu o público com suas águas dançantes e sistema de som e iluminação. O trabalho aconteceu em parceria entre a prefeitura local e a concessionária Águas do Paraíba. 

  Uma pesquisa sobre este cartão postal de Campos, que volta com estilo à cena urbana, revela particularidades que fazem dele muito mais do que um simples chafariz de praça. Atualmente, só existem dois desse modelo no mundo: um em Campos e o outro na Europa. Tombado pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal (Coppam), o chafariz levou cerca de um ano para ser restaurado, sob a supervisão do arquiteto Rômulo Braga e dos artistas plásticos Rui Soares e José Ramos. As peças históricas vinham se deteriorando com a ação do tempo e por constantes atos de vandalismo.

  De acordo com registros, a fonte foi um presente para a cidade, oferecido pela companhia inglesa Campos Syndicate Ltda. que, em 1905, se tornou "a primeira empresa de fornecimento de água e serviço de esgoto de Campos. O oferecimento do presente foi comunicado ao primeiro Prefeito de Campos, Manoel Rodrigues Peixoto em 24 de julho de 1904.

  Neste mesmo ano veio a autorização para a importação da Bélgica para ser colocado na Praça do Santíssimo Salvador e o então prefeito, Manuel Camillo Ferreira Landim, fez a inauguração do chafariz com salva de 21 tiros. 

  Naquele 11 de outubro de 1906, na cidade que entrou para a história como a primeira da América do Sul a receber a luz elétrica, "lâmpadas encantaram a grande multidão que ali se conservou até depois das 10 horas da noite", conforme narra o historiador Horácio de Souza. 

  Na última segunda-feira, o som das águas trouxe de volta lembranças de um passado distante, antes presentes só em antigas fotografias em preto e branco. Juntos, movimento, cor e luz fizeram com que um passado vivo viesse à tona, como a própria história da cidade refletida na águas.


Chafariz Belga
(Reinauguração em 23/12/2013)


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domingo, 24 de novembro de 2013

LEMBRANÇAS DO PONTAL (ATAFONA - S.J. DA BARRA - RJ)

   Pontal (Atafona - São João da Barra), este lugar me leva de volta ao passado e  proporciona momentos de saudades da minha infância. Tudo começou na década de 50, quando "Seu Pimentel", o meu pai, comprou de um pescador, uma casa de sapê no Pontal. Meu pai desmanchou a casa de sapê e construiu uma outra de alvenaria. Era uma casa pequena, com dois quartos, uma sala, uma cozinha, um banheiro e uma varanda em seu entorno, com vários ganchos em suas diversas colunas, para se apoiar as famosas redes nordestinas e dar um cochilo depois da peixada caprichada que a minha mãe fazia, a Dona Mirota. Ela jamais comprou peixe por lá; éramos amigos e vizinhos dos pescadores, e ela sempre ganhava os peixes. Dona Mirota, era muito respeitada por todos os moradores do Pontal. 
   Era maravilhoso abrir as janelas da sala pela manhã e, a poucos metros de distância, contemplar os patos nadando no mangue e ver pessoas com pequenas varas de pescar, usando como isca bolinhos de farinha, tentando capturar piabas. Também era impossível acordar mais tarde, já que João, dono de um bar que ficava ao lado da Capelinha de Nossa Senhora dos Navegantes, e erguido à sombra de uma enorme amendoeira, mandava ver na radiola, bem alto, as músicas de seu ídolo, o Teixeirinha!



Estrada Campos - Atafona

   Acima e abaixo: A estrada de rodagem de Campos a Atafona ainda era recente em 1927, quando a fotografia foi tirada; entretanto, já existiam jardineiras concorrendo com os trens de passageiros que acompanhavam a rodovia a seu lado, ora paralela a ela, ora cruzando-a. Em suma, como a ferrovia era bem mais antiga ali, a estrada foi construída ao lado de seu leito fazendo-lhe fortíssima concorrência, desde essa época.
   (Fotos da revista Illustração Brasileira, janeiro de 1928, acervo Ralph Mennucci Giesbrecht).

Estrada Campos - Atafona
(1927)

Paulo Vanzolini em Atafona
São João da Barra - RJ

   O saudoso Paulo Vanzolini (em pé, à esquerda, de branco) e amigos durante visita a Atafona, em 1963. Sambista-cientista, Paulo Vanzolini foi grande teórico da biodiversidade, zoólogo e compositor brasileiro, autor de famosas canções como "Ronda", "Volta por Cima" e "Na Boca da Noite". Acredito que este prédio foi o que abrigou o antigo Cassino de Atafona.

Vista aérea parcial do Pontal em Atafona.
São João da Barra - RJ

   Nesta imagem de 1961, pode-se ter uma noção do quanto o mar avançou. Ainda estava erguido o Farol do Pontal, que aparece no alto, à esquerda.


Abaixo imagens extraídas de cenas do filme "Na Boca do Mundo" (1978).

 Capelinha de N. S. dos Navegantes no Pontal.

    A rua que margeava o mangue, o Farol e os bares erguidos no mangue. Dentre eles o Palafita e o do Espanhol.

 Este é um batelão, espécie de barco muito utilizado na travessia Atafona/Convivência.

   Principal rua na parte interna do Pontal. Dava acesso ao posto de gasolina e aos frigoríficos instalados no final do bairro.

O Posto Pontal. Podemos observar que o mar já estava bem próximo.

Farol de Atafona
São João da Barra - RJ

O mar avançava e já estava avisando que iria derrubar o Farol.

Farol de Atafona
São João da Barra - RJ

O Farol agonizava, resistia, mas a batalha já estava perdida. Ia cair, faltava pouco. E aconteceu em 1982.

Camping de Atafona
(1980)
São João da Barra - RJ

Ainda sem as suas casuarinas.

Capelinha de Nossa Senhora dos Navegantes
Pontal (Atafona - São João da Barra - RJ)

   Construída no final dos anos 50, a capelinha de Nossa Senhora dos Navegantes, em 1988, com o avanço do mar, foi destruída.

A Capelinha de Nossa Senhora dos Navegantes e a residência da família Pimentel.
(Pontal - Atafona - São João da Barra - RJ)

  O mar, nesta imagem, já estava chegando perto da capelinha. Uma rua passava entre a capelinha e a casa com varanda que aparece na foto. Esta casa pertencia a minha família. Tínhamos retirado tudo o que havia no seu interior, já que a água do mar, com a maré alta, começava a passear no seu entorno. Dois quarteirões já haviam desaparecido. Nestes quarteirões existiam uma praça, um cais, um posto de gasolina, vários frigoríficos, bares e dezenas de casas.


A Capelinha de Nossa Senhora dos Navegantes
(Pontal - Atafona - São João da Barra - RJ)


   A capelinha aqui ainda resistia ao tempo, porém a residência da minha família já havia sido derrubada pelo mar. Sou eu, este blogueiro, que aparece em pé na duna que se formou, bem no local onde estava erguida a casa da família Pimentel.



A casa.

A saudade existe?
Existe sim. E como existe!
   Depois de demolir a de sapê, nesta foto, detalhes da construção da casa em alvenaria.
  A casa era pequena, mas ficava abarrotada de gente. Vinha parente de tudo quanto é lugar, principalmente os que moravam no Rio de Janeiro. Eu os achava um bando de malucos, já que adoravam pegar um bicho-de-pé, para ficar coçando e depois, na volta, ficar mostrando lá no Rio de Janeiro.
  Nesta época não existia, no Pontal, luz e água encanada. Era tudo no lampião, lamparina ou vela. Água, nas cacimbas ou em bombas manuais. Mesmo com as dificuldades da época, era tudo muito romântico. Muitos pescadores iam lá em casa, para cantar e ficar contando histórias de pescador e do Pontal, sob a luz dos lampiões. Tinha um dublê de pescador e seresteiro. que era o galã do "pedaço", o Nicácio. Ele e o seu violão, animavam as noites praianas.

   Parte da família aí está: este blogueiro (agachado), minha mãe (atrás de mim), uma tia e três dos meus irmãos. Só eu estou aqui para contar esta história, os demais, já não se encontram mais entre nós.




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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

INCÊNDIO NA FEMAC MÓVEIS (23/10/2013)

    
   Na tarde de 23/10/2013, a FEMAC MÓVEIS, tradicional loja de artigos de luxo campista, foi atingida por um incêndio que consumiu todas as suas dependências. Instalada no seu prédio, uma agência do Bradesco também foi destruída. O fogo teria começado no depósito da loja, e, segundo informações colhidas no local com populares, faltou água no início dos combates contra as chamas. 
   O prédio foi isolado, já que corre o risco de desabamento.
   Veja as imagens:



FEMAC
(Foto: Google Maps - 2011)







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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

LICEU DE HUMANIDADES DE CAMPOS - RECORDAÇÕES

FOTOS:
ACERVO DE JOÃO CASTANHO

Curso noturno do Liceu, professores e alunos em 1954.
     Na primeira fila os três do meio, da esquerda para a direita são:  Prof. Castanho, Dr. Décio Creton e Prof. Aldano Sellos de Barros. Na terceira fila à esquerda D. Jacira.

 Professores e funcionários na biblioteca do Liceu, na década de 70.

 Salão nobre do Liceu, com professores do curso noturno na década de 70.

 Salão nobre do Liceu, com professores do curso noturno na década de 70.

Salão nobre do Liceu, com professores do curso noturno na década de 70.

Salão nobre do Liceu com professores do curso noturno na década de 70.

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