Construído em 1846 por Joaquim Pinto Neto dos Reis, o Barão de Carapebus (que foi o primeiro Promotor Público
de Campos), e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e
Arquitetônico Nacional (Iphan) em 1946, o Asilo Nossa Senhora do Carmo/
Casa do Engº Santo Antônio /Solar do Barão de Carapebus/Casa da Fazenda Grande do Beco, foi onde Dom Pedro II assinou o termo para a implantação da luz elétrica em Campos, inaugurando o uso da energia, pela primeira vez, na América Latina.
Está em ruínas.
Noticiou-se que com recursos do Fundo Nacional de Cultura, o Instituto
do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (Iphan) faria a
reforma.
Estamos aguardando...
E foi assim, com estas mesmas palavras encontradas acima, que em 21 de março de 2011, eu publiquei aqui no blog, uma matéria sobre o Asilo N. S. do Carmo. De lá para cá, nada aconteceu em termos de restauração, muito pelo contrário, a situação piorou!
A histórica Fazenda do Beco, cujo solar (atual Asilo do Carmo) é citado pelo historiador Alberto Lamego como "uma das mais perfeitas construções solarengas do Brasil", encontra-se em estado deplorável; virou uma mansão de luxo para os isópteros (Isoptera), uma ordem de insetos eusociais conhecida popularmente como cupim ou itapicuim.
O estado desesperador em que se encontra o Asilo, teve início em 1999, quando numa reunião da Associação Mantenedora do Asilo do Carmo, um de seus diretores notou que a mesa de reunião estava inclinada e que uma das janelas não estava fechando. Este mesmo diretor resolveu fazer um teste: pegou uma bola de gude, depositou a mesma no chão e soltou, a bola rolou rapidamente para o lado esquerdo do solar. Desconfiados, os diretores convocaram uma equipe de engenheiros campistas para fazer uma avaliação da estrutura do Solar, e o resultado foi que as desconfianças dos diretores tinham fundamento: o Solar precisava de uma intervenção urgente e suas dependências proibidas de receber festas, para que não abalassem mais a sua estrutura, e as pessoas não corressem risco de vida
E as festas, eram a maior fonte de renda da Associação!
Sabe-se que no térreo do Solar funcionavam enfermarias que atendiam os idosos, porém por questões de saúde, como a transmissão de infecções por exemplo, estas enfermarias foram desativadas e optou-se então pela construção de um anexo para atender estes idosos, que ali viviam e precisavam de uma vida mais digna. Este anexo funciona até hoje.
Em 1999, a Associação enviou ao IPHAN documentos, inclusive com um laudo técnico de três engenheiros de Campos dos Goytacazes, informando o que estava acontecendo no Solar, e da necessidade de uma intervenção urgente deste órgão.
Junto a esse documento, a Associação comunica a não condição de assumir tal responsabilidade, por se tratar de restauração.
Por lei, em situações como essa, o IPHAN teria que "salvar" o Solar.
A cidade de Campos dos Goytacazes está aguardando!
Enquanto isso, o Solar está servindo de banquete para os cupins.
Em 20/03/2011, quando fiz a primeira matéria sobre o Solar, a frente estava escorada, agora em 25/04/2014, as escoras tinham desaparecido. Qual o motivo? Os cupins as devoraram!
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